
Observar o céu.
Eis aqui algo muito simples, muito acessível e ao mesmo tempo muito valioso e profundo.

Seja de dia, de noite, seja céu de dentro ou de fora: qual o céu é, talvez, o que menos importa. O que importa mesmo é a pausa. O tempo, o recolhimento que acontece enquanto seus olhos dançam com o vento. O que importa é a faxina na mente que este ato faz. Encontrar formas nas nuvens, sentir a profundidade esticada do azul, escolher seu tom favorito na cartela de cores do fim da tarde.

Observar o céu é exercício que pede compromisso: entregar-se à emoção que pode emergir a qualquer momento. Vivenciar; o código do amor: você viu a lua hoje?

Eu, tânia, tenho sempre o hábito de perguntar 'como está o céu de dentro?' para saber como a pessoa está. É que às vezes a gente faz sol, às vezes a gente chove e às vezes a gente sente como as mais belas lindas cores e luzes do céu, não é?

Colecionar nuvens: uma caixinha só delas, um murmúrio do tempo, um vestígio de um dia que foi;

Escrever a Pequena Enciclopédia da vida do céu pediu muito disso: o tempo, a caixinha, o murmúrio, o silêncio, a observação. Durante alguns anos palavras foram anotadas, pensamentos e respostas encontradas nessa imensidão azul que em 2025 se tornou livro. Se você não conhece, vem ver o livro aqui.
De tudo, o que posso te dizer é: sentir-ver o céu é coisa que me faz entender-ser gente.
*UMA COISA MUITO IMPORTANTE: todas as fotos que você viu nesse post são fotografias nossas, feitas com câmeras analógicas, filmes vencidos e experimentações ao longo dos anos.
dia 02 | 06.01.2026
