
Hoje eu revisei todo o material do clube da Lola e fiquei um tempo olhando para tudo aquilo e o que aquelas palavras significam para mim, significam para nós e o que podem significar para tantas pessoas que fazem parte do clube.
Eu sempre fui uma pessoa encantada pelas palavras, pelo poder que elas têm, pela capacidade de comunicar, nomear coisas e elaborar ideias a partir das palavras escolhidas.
Escrevo semanalmente para o clube desde o começo de 2020. E essa escrita é sempre muito específica, muito delicada, muito cuidadosa porque não sei - e geralmente não faço ideia mesmo - onde vai tocar, o que a pessoa que me lê está vivendo ou o que precisa ler naquele momento e até mesmo como vai interpretar o que está escrito.
Mas eu sempre escrevo pensando em quem me lê. Isso me gera de maneira instânea uma forma de empatia, um afeto profundo que sai do tema, extrapola as palavras e chega na pessoa que lê.
E esse mês no clube escrevo sobre feridas. Escrever sobre feridas é além de delicado, é acessar um lugar de machucado, que clama por alívio. E aí o tema se torna justamente esse: alívio.
Alívio de ser acolhida e compreendida, alívio de perceber que não se está só, alívio de receber ao menos uma mensagem carinhosa no seu celular em tempos tão tenebrosos.
Eu amo as palavras. E todo mês me preparo de forma intensa para essa jornada que envolve afeto, entrega, muita pesquisa, leveza e coragem.
Se você quer saber mais e fazer parte do clube, vem aqui!

