Dia desses aconteceu uma coisa interessante comigo: abri a gaveta e encontrei um papel amassado de mais de 10 anos atrás, desdobrei com cautela - bem desconfiada do seu conteúdo, ainda que eu soubesse que aquele papel era meu.
Acontece que era um ´eu´ de um outro tempo. Era um eu que ainda não tinha vivido uma pandemia, algumas mudanças estruturais - do corpo e da mente, ainda não tinha vivido os 10 anos que vinham pela frente.
Abri o papel sem pensar em nada. Recolhi o autojulgamento colocando em prática coisa que a gente tanto fala no clube da Lola e me permiti viver aquela experiência: desdobrar uma lista de sonhos de 10 anos atrás.
Alguma coisa ou outra da lista me proporcionaram boas gargalhadas. Outras, curiosamente eu já realizei - e não fazia a menor ideia de que já estiveram em uma lista dos sonhos um dia - coisa que me gerou uma alegria quase inédita.
Já outras causaram uma sensação que parecia adormecida: uma faísca pipocou no meu coração.
Redescobri ali naquele papel esquecido uma tânia que já nem me lembrava mais. Encontrei naquele papel respostas que eu procurava (e confesso que já estava cansada).
A Lola que me surge todos os dias escrevia ali pra mim, com uma caneta-vida, a mensagem que tanto já escrevi para as pessoas: todo dia é dia de sonhar. Acredita tânia, acredita.
E a sua lista de sonhos? Como anda?
dia 63 | 08.03.26
